Hoje, quem assistiu a final do Mundial de Clubes da FIFA, viu Guardiola cair lágrimas, Pedro correr sem direção após ter feito o gol de empate no finalzinho do tempo regulamentar e Messi (junto com toda equipe) comemorar seu gol, como realmente sendo um gol de final de um Mundial.
O jogo em si, não foi agradável para quem aprecia o bom futebol. Longe disso. Mas como o jogo decorreu e seus acontecimentos, foram dignos de um clássico.
Como todo time sulamericano, sem dinheiro e com jogadores apenas razoáveis em sua maioria, o Estudiantes fez sua parte, com honra. Aguentou até onde foi possível, sem apelar para violência.
O jogo: Apesar do domínio Catalão, o time argentino abriu o placar aos 37 minutos da etapa inicial, Boselli se antecipou a Abidal e cabeceou às redes, após levantamento de Diaz. Assim acabara a primeira etapa. O segundo tempo, como o primeiro, só deu Barça. Até que aos 43 minutos, Piqué desviou e Pedro (mais uma vez, ele) encobriu o goleiro argentino, e todo o time do Barcelona comemorou o gol da forma como deve ser comemorado. O Barça continuou a pressionar, mas o Estudiantes segurou o empate até o final do tempo regulamentar.
Na prorrogação, brilhou a estrela do, até então, discreto e apagado Messi, que mergulhou de barriga após cruzamento de Daniel Alves, para dar o inédito título ao Barcelona.
Após o título, a espontânea alegria dos integrantes da equipe espanhola foi contagiante, e mais que isso: ela prova que embora o Mundial de Clubes da FIFA não seja tão competitivo e nem tão qualificado como a Champions League, ele é cada vez mais disputado e considerado como um grande título para os europeus, ou ao menos para a parte Latina da Europa. Devemos esse grande avanço ao Barça e aos argentinos Estudiantes e Messi, coadjuvante e protagonista, respectivamente.
20 de Dezembro de 2009 às 00:32
Caio Villa